quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Pedaços de mim

Pedaços de mim.

Sou intensa no amor 
que me doma e me toma. 
Filha do sol e da lua sou 
eternamente nua. 
Desejo sem razão 
sou noite de luar. 
Filha de iemanjá e de 
ogum me senhor 
é amar. 

Sou alegre sou 
triste sou louca e  
rimas de uma loba. 
Fera domada pintada 
traçada perdida e amada. 
Meu nome escrevem 
no vento e rasgo o papel. 
João ou Maria, 
sou pebleu, ou anjos no céu. 
Poeta ou não só rabisco 
palavras para meu 
grande amor. 

Sou filha da 
terra ou sereia do mar... 
Sou de paz e fui 
gerada na guerra. 
Sou anjo ou santa 
uma simples mortal que 
seus demônios aponta. 
Desejo e ternura, 
sou escrava do amor 
nunca sei onde 
estou.

Pedaços de mim, rompidos 
queimados em poemas 
ditados. 


Marisa Torres 
© Direitos reservados.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Quando o amor vir.


Quando o amor vir.

Entregai-vos, pois
nele muitas provas virão.
Momentos felizes e tristes...
Ficarão cicatrizes.
Uma flor brotará no coração.
E regar com as águas cristalinas
da imaginação




E amar deixando
todas as cores reluzir.
Quando amor vir... Se entregar.
Deixá-lo por inteiro o peito ocupar.
Voar nas asas e dá asas levar
aos sonhos, ir e voltar.
E amar...


Quando amor vir...

virão com a flor aparecer.
O mundo não mais parecer azul...
Escurecer!
E quando o céu parecer desabar...
Chorar.
Sim... Chorar, chorar e chorar.
E esperar que esta larva que
Queimou...
Apagar, apagar, apagar.



Marisa Torres
© Direitos reservados.