terça-feira, 5 de julho de 2011

Jura-me.


 

Jura-me.

Que jamais deixarás
este amor como nuvens partir.
Ou deixar como vela acesa sem fé alguma seguir.
E não deixes que se vá com o vento
dos meus sonhos o encanamento...
Jura-me que este amor tem a união de duas asas
pequenas voando sem direção.
Faz-me juras que meu castelo azul
 sustenta as treze luas
 do coração.

Jura-me que este amor.
Tem a dádiva de abrir
todos os portais do tempo.
E que a terra e mar neste
amor é templo.
Que os doze meses do ano serão
marcas de exemplo.
Jura? Que numa taça só beberemos?
Todos que vierem a ver com arte
 espalharão as marcas que
deixaremos.

Então me jura.
Pela poderosa magia da madrugada.
Que manterás a doçura
tornando banais os ventos e tempestades.
Jura-me ser rei fazendo-me majestade.
E candeias com luzes este amor, por favor,
nossas vidas que nasceram
 já cruzadas.

E jura então?...
“ Que és anjo e eu proteção?”.


Marisa Torres
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