quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Não diga nada... Apenas ouça-me.

Não diga nada... Apenas ouça-me.

No mais profundo silêncio
minha alma teu nome sussurrar.
Olhe para o mar e sinta na suavidade
do vento nossos corpos bailar.
Mesmo sem melodia flutua comigo
nesta dança de prazer.
Beija-me os lábios e faz-me
Enlouquecer e de tudo
esquecer.

Não...
Não digas nada ao
sol nascer deixa este amor crescer.
Sinta minha pulsação descontrolada e
domina esta emoção do meu coração.
Veja nos meus olhos a nitidez do
que eles revelam para você.
Sinta nas minhas palavras que são tão
claras e delicadas que contigo
quero viver.

Não digas nada apenas regue no
dia-dia esta flor que acabara de brotar.
Não... Não permita deixar morrer esta
chama que insiste em nos queimar
“Ouça-me apenas ouça-me”
“O tempo mostrará as diretrizes e o amor
apagará as cicatrizes que em meu
peito insiste sangrar”

Marisa Torres
@ Direitos reservados.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Amanhã a noite cairá.


Amanhã a noite cairá.

O sol amanhece
 preguiçoso acordando o mundo.
Clareia o mais insignificante ser
 e diz bom dia as noites quentes.
acordando sem piedade.
“Amantes”
Que relutam a ceder às
sedas macias.

O vento sopra
suavemente, cabelos
macios e beijando faces.
Criando movimentos trêmulos
derrubando folhas e namorando o dia.
O sol vem decidido a tudo ceder.
Perco a postura e já penso em
estar contigo ao
 anoitecer.

O amanhã cairá
 e noite estará fria.
Minha pele em tua pele
se agasalhará.
Anjos dançarão nos céus
a eternizar
este sonho que na noite
caí e amanhecerá.

Marisa Torres
© Direitos reservados.

Fui eu...

Fui eu...

 Primavera que
nunca esqueceste.
A alma que mais magoou.
Eu...
A mulher que tudo te deu.
A menina que em teus
braços amou.

Fui eu...
A historia que te marcou.
Imagem qual nunca apagou.
Fui escrava dos teus desejos
de um passado que nada
 restou.

Sou a estação
que mudara o rumo.
A natureza que amanheceu triste.
A flor que com um olhar esmagou.
Fui eu o pássaro que tu feriu
na primavera quando beijava
uma flor.


Marisa Torres
© Direitos reservados.


Coração de poeta.

errado existe uma dúvida.
O coração do poeta.
Nunca duvides de um
coração apaixonado.
Coração de poeta só tem um dono,
a escuridão, o sempre,
o nunca e o errado.
Não se detecta no fundo
da alma um sentimento que
só há de vir porém trazendo
mágoas.

Amor ou amar.
Eis um estado de espírito que
tantos tentam descrever, sempre
desolados, tristes ou inconformados.
Nunca poderemos descrever o ritual
descompassar dos amantes mal
interpretados.

É como a ira do leão, ou como o
miado de uma gata no cio...
Eis um homem apaixonado.
Amanhece, anoitece e o coração
nas noites frias, busca na sua
própria escuridão, em um estado
de depressão.
Na alegria de ter um dom, tentar
descrever em meio à multidão
confundida com
loucura, ás vezes com
nostalgia.

Marisa Torres
© Direitos reservados pelo autor.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Triste está meu coração.

 presenteou com a saudade
fazendo no meu peito canção.
Separou meu coração do teu
sem restar um cantinho para o amor.
Triste está meu coração.
Foi no passar do tempo que
nosso amor se
perdeu.

A tristeza me falou
que nada disso é em vão.
Alegria foi-se com o vento
nas nuvens de um pensamento.
Dos meus olhos caem em lágrimas
de saudade dos beijos teus.
Alegria foi embora e nem
 sequer disse adeus

Hei de esquecer teu cheiro.

Abandonar-me na boemia.
No sono me afagar e só acordar
quando nada mais restar.
Nem alegria nem saudade
 e de tristeza nem em
 poesia.

Marisa Torres
© Direitos reservados pelo autor.

sábado, 9 de outubro de 2010

Bailando as almas.

Bailando as almas.

Nossos corpos
unidos numa noite
de amor.
Seu sorriso era
 imenso trazia-me acalento.
Um dia fora embora e
nunca mais voltou.
Nossas almas unidas
 jamais separadas...
Bailam no amor.

Bocas caladas almas
aflitas mãos que se tocam
Meu desejo é o teu...
Porque as coisas não voltam?
Nossas almas se amam
na mais pura revolta.
Meu amor fora embora e
a alma ficou.

Vivo de
sonhos inacabados.
Dias vazios...Coração frio
 “vivo”.
Simplesmente vivo!
Arrepios e devaneios
 tomam-me os dias.
Mas...
Nas madrugadas nossas
almas bailam
enamoradas.

Marisa Torres
©Direitos reservados.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nasci na época errada.


dominasse,
pois desse já
desisti.

Marisa Torres
© Direitos reservados.

Meus olhos e os teus...


Meus olhos e os teus...

Um encontro de
sedução e de grande beleza.
Olhar tão sereno já não podem
mais se desviar.
Teus olhos falam que nos
meus se encontraram.
E os meus respondem que nos
teus vivem a vagar.

Olhar famintos
da pureza do luar...
Tão certos que o mar e as
estrelas irão contemplar.
Olhar tão louco que vêem
como olhos de garotos.
Emocionados e apaixonados
Há... Este olhar maroto.
Um olhar que nos
fez renascer e nos deu
asas para voar.

Teu olhar me vê tal
qual uma menina a amar.
O meu te vê com certeza
deste homem que és e “Querer”.
Meu olhar e o teu tem a mesma
direção uma só união.
Teus olhos são os meus,
os meus já são os teus.

Será que cegos estão?

Marisa Torres
@ Direitos reservados.

domingo, 3 de outubro de 2010


Deixa eu te amar?

meu falará sim.
Amarei-te até mesmo
adormecida nas noites
 esquecidas.
Amarei por toda
 vida.

Não...Não
precisa me amar.
Um carinho qualquer
sabes tu...
Despertará em mim
a mais bela mulher.
Que esquece o cansaço e acaba
em teus braços afastando
a agonia que habita em
meu peito e descansa
em teu leito.

Deixei-me a vida
levar por ausência de carinho...
Mas nunca perdi a esperança.
Contigo viro criança
eu só quero me dá.
Vivi até hoje a te esperar.
Meu coração hoje
clama.

Deixa eu te amar?

Marisa Torres
© Direitos reservados.

Encontrei-te...

Encontrei-te...

Na paixão a
adolescência...
No amor à consistência.
Na fantasia a alegria.
Teu prazer deu-me paz.
Do nada te encontrei.

De ti...
Encontrei queixumes.
Ciúmes, delírios e martírios.
Nos delírios encontrei
caminhos e carinhos.
Desvendei mistérios
e magias.
Descobri enfim que
amo alguém.

Do teu ciúmes...
Descobri dissabores.
Na sua juventude
a inquietude.
A liberdade me fora tirada.
Encontrei-te do nada...
O amor me fora dado.
Mas falta-me algo...

Será que te encontrei?

Marisa Torres
Direitos reservados.

As almas.


As almas.

Encontram-se
na poesia permanecem
loucas e pedintes de amor.
Vibram enriquecidas.
As mentes mantêm-se
presas e cativas.
As almas se enamoram,
entregues a loucura.
Não cedem a magia da
natureza fria.

Almas intoxicadas
entregues e famintas.
Curar?
Só na loucura das
noites quentes.
Beber do sangue,
tocar o cálice
nas noites ardentes.
As almas se comunicam
pedintes, e os corpos
relutam tementes.

Almas perturbadas.
Miseravelmente
entregues e carentes.
São almas boas, espíritos
bons.
O que não presta mesmo
são os corpos.
O que se dão de mais
valor.
Grandes são as almas
que se encontram
puras no amor.

Marisa Torres
©Direitos reservados,