sábado, 18 de setembro de 2010

Qual meu destino?



Qual meu destino?

Fitei o céu tantas
vezes esperando
o surgir da lua, e via
apenas você.
A sua ausência derramava 
em meus olhos
gotas prateadas de luz...
Sinto-me escorregar como
sereia na água
do cosmos. 

A solidão das horas 
rompe o meu peito,
e agonizo no grito que canta 
quando caminho só.
Busco em meus 
passos um motivo...
E em vão pergunto ao 
vento meu destino,
qual será o destino 
de haste sem flor?

A razão não
Antecede a pergunta, e do
insondável me chega essa 
obscura força de amor.
Para falar de amor, 
é preciso estar bem...
Não só com você
mas também com Deus.

Marisa Torres
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