domingo, 13 de junho de 2010

Coração que não cansa.



Coração que não cansa.

Nas perdas, sufoco meus
prantos e nas desilusões não canso.
Sou máquina de amor, o que
me move é amar até na dor.
Não posso lamentar,
meu peito é eternamente doar.
Pobre coração que não cansa
de espalhar amor.

Nada se perde no
tempo, mas no doar do
amor a ingratidão é favor.
Guardo no baú da alma a
doçura do calor que passou.
E viro mais uma página da vida e
recomeço a sofrer sem merecer.
Vivo de fantasias e amar
é meu viver.

Sou movido por
anjos e demônios, e na
estrada que entram sou partida.
Na amargura não
aceito desculpas sou movida
à emoção, mas no que calo
sigo meu coração.
Na magia do meu viver em
meu peito existe um coração
que pulsa e não cansa.

Marisa Torres
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