terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Serei eu como o vento?


Serei eu como o vento?

Ou vento  será como eu
inconstante e temperamental?
Às vezes sopra brando às
vezes vem num vendaval.
Avança em mim uma força
que vem como ventania.
Cortando as esperanças um
frio em mim aponta tirando
em mim a alegria.

Tão claro e visível
este vento aparece como
um desejo latente.
Atiça e sopra brando em mim
uma mulher tão ardente.
E como porta sem fechadura
vem numa insanidade
deixando-me tão insegura.
Num sorriso passageiro me percorre
da alma ao ventre, como um
olhar distante me incendiando
a mente.

Serei eu como o vento
ou vento será como eu?
Eu choro no passar do vento
e o vento passa a chorar.
Vem numa grandeza tamanha
no meu rosto tocar...
Fingindo passar distante dá
bom-dia risonho na minha
face brilhar .


Marisa Torres
@Direitos reservados.


2 comentários:

  1. Oi boa noite marisa torres,estou aqui, parabéns mais uma vez!

    Jana

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  2. Olá, Marisa, você deixou uma pista no Bitorocara, e eu te encontrei. O carnaval tá correndo solto, no Campo Maior Clube, e até encontrei um vídeo da musa do Zan, Virgínia Lane, cantando Sassaricando. O encontro de campomaiorenses no apartamento da Graça foi, literalmente, uma delícia. Pena que eu tive que sair mais cedo e não experimentei da Maria Isabel.
    Um abraço.

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