quinta-feira, 18 de junho de 2009


Às vezes falta-me inspiração.

Eu brinco com o a poesia acredite.
Às vezes pareço fria
Às vezes falta-me inspiração.
Muitas sofro ao escrever.
Este é um desfio, que deixam marcas a fio.
Muitas se faz areia na palma de minha mão.

Foge para longe de mim.
Angustio-me, pois, sem ela nada seria.
Num sopro insano de quem não sabe nada de si.
De quem nada sabe, de quem não sabe ter.
De quem nada da vida sabe.
Minha poesia minha eterna agonia.

Procuro palavras em cada rosto.
Na face cansada das rugas que ficam e nas que foram.
Ou no olhar do jovem que reflete euforia,
namorando num banco da praça, pois bem sei
ali permanece a magia.

Às vezes no desespero adormeço.
Adormeço também com sonhos que esqueço.
Vem à madrugada e a insônia que toma os olhos
encontra aconchego na alma onde padeço.
Escrevo em prantos, pois meu “eu”
parece não ter fim nem começo.


Marisa Torres
© Todos os direitos reservados pelo autor

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