quarta-feira, 10 de junho de 2009


Amaldiçoado estou.

Vivo da esperança
atrapalhado na poesia ou
mesmo da maldição
enganando meu coração.
Enxugando minhas lágrimas no
lenço suado das
fantasias que
contigo ficou.

Quero cantar, mas só consigo
mudar de cor em mim
morreu o cantor.
As melodia que encantava
para mim perdeu
o sentido.
Quero ficar com alguém, mas
na maldição que estou
só restou-me o
abandono recentido.

Não é minha alma que sua
sou eu um humano
apavorado ou um sol
negro de dor.
Estou como um animal
ferido pelo seu dono
e não pelo caçador.
Sou um corpo sem amor
ou mandinga que
me enviou.

Sou uma boca sem
vós alguém
se meteu entre nós mas nosso
orgulho é maior.
Amaldiçoado eu sou como
uma ave sem ninho,
voado sem destino no vazio
que me deixou.

Marisa Torres

© Todos os direitos reservados pelo autor

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